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Seríamos tão bons se não quiséssemos ser perfeitos

Atualizado: 3 de abr. de 2024


Esta frase, frequentemente atribuída a Freud, embora não tenha registro de publicação, encapsula uma dinâmica comum em nossas vidas. É como se carregássemos uma voz interna que constantemente nos dita padrões ideais a alcançar. Essa voz é vital para nossa adaptação social e autoavaliação, mas pode tornar-se prejudicial quando nos conduz a expectativas inatingíveis, alimentando um relacionamento nocivo conosco mesmos.

Para compreender essa voz interna, é crucial investigar sua origem e como ela se moldou para influenciar todas as esferas de nossas vidas, sejam pessoais ou profissionais. Essa jornada começa na infância, conforme Freud observou no conceito de narcisismo primário. Inicialmente, o bebê se percebe como uma entidade unida à figura materna, centrando seu mundo nela. À medida que a consciência do mundo externo se desenvolve, o bebê percebe a necessidade de aprovação e amor dos pais para sua existência, levando-o a buscar a validação através de suas ações.

Essa busca por aprovação culmina na internalização da voz que outrora emanava dos outros, seja dos pais ou da sociedade em geral. Essa voz, influenciada pelos valores e ideais que nos foram transmitidos, desempenha um papel crucial na definição de nossos modelos e metas. As identificações com figuras admiradas também são fundamentais nesse processo.

Entretanto, em alguns casos, essa voz interna é formada por críticas e desvalorizações, que podem resultar em idealizações inatingíveis e estereótipos prejudiciais. Isso gera uma vigilância constante sobre nossa imagem, levando-nos a focar apenas em nossas falhas e deficiências, o que pode gerar uma insatisfação crônica e uma busca incessante pela perfeição.

As primeiras relações e as pressões sociais também contribuem para a construção dessa imagem idealizada, alimentando aspirações por sucesso material, beleza e juventude eterna. Infelizmente, isso pode levar algumas pessoas a considerar o suicídio como uma forma de escapar dessas exigências pessoais e sociais.

No entanto, o caminho não precisa ser marcado pela autoexigência extrema. Podemos escolher nos libertar dessa autocrítica excessiva, praticando a autoaceitação e conversando com nossa voz interna de maneira compassiva. Isso requer autoconhecimento e consciência de nossos limites como seres humanos, reconhecendo que a perfeição é uma meta irrealista.

 
 
 

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